Instituto Pensar - ‘Daqui a pouco vão dar nome em inglês à CPMF’, diz Maia sobre “microimposto”

‘Daqui a pouco vão dar nome em inglês à CPMF’, diz Maia sobre “microimposto”

por: Mônica Oliveira 


O ‘micro-imposto’ de Guedes não tem a adesão de Maia, que se diz "radicalmente contra” a criação de novos impostos.

De forma veemente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, reiterou recado ao Planalto de contrariedade em relação à criação de um "microimposto” sobre transações eletrônicas, sinalizado por Paulo Guedes, ministro da Economia.

Maia, que é favorável à retomada do debate da Reforma Tributária, disse que o novo imposto de Guedes não será aprovado pelo colegiado, e ironizou: "Daqui a pouco vão inventar um nome em inglês para ficar mais bonito”.

"A minha discussão não é se é CPMF ou se é microimposto digital. Daqui a pouco vão inventar um nome em inglês para ficar mais bonito, para que a sociedade aceite mais imposto”, ironizou Maia, que completou: "Se a gente achar que vai dar mais um jeitinho criando mais um imposto, vamos taxar mais a sociedade, aí vamos ter que discutir despesa pública”, disse ele, como registra O Globo.

Contra o imposto

A fala do presidente da Câmara dos Deputados, que se diz "radicalmente contra” a criação de novos impostos, como a CPMF, entra em choque com a defesa de taxação com ampla incidência feita pelo Palácio do Planalto.

Mas Guedes insiste na tese de que um novo imposto pode garantir a desoneração da folha de pagamentos, financiamento de um novo programa social e revisão do Imposto de Renda para a pessoa física.

"Não vai passar e eu vou votar contra-disse”, avisou Maia que é contra essa saída tributária para compensar a perda de arrecadação para o governo, com desoneração da folha.

Entusiasta da simplificação do sistema tributário, Maia defende que o aumento da arrecadação seja resultado do crescimento econômico.

Nessa linha, ele defende a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45, que trata da reforma tributária na Casa: "A PEC 45 vai ser uma revolução que vai garantir um sistema tributário simples com segurança jurídica e com eficiência na tributação”.

Por outro lado, o líder congressista ponderou entrar em pauta a proposta que tiver mais votos entre os deputados, seja a da Câmara ou a do governo.

Teto dos gastos

De olho no momento pós pandemia, Rodrigo Maia disse que vai defender a manutenção do teto de gastos até o final do seu mandato. Ele projeta uma "brutal pressão para desfazer o teto de gastos”, o que, segundo ele, pode viabilizar propostas como a renda básica permanente e a desoneração da folha de pagamento. O mandato dele termina em fevereiro de 2021.

Com informações de O Globo



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